sábado, 30 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O gato na história
Amados e odiados, os gatos têm uma longa história, feita de encontros e desencontros com a raça humana. Idolatrados pelas civilizações mais antigas do planeta, vivemos uma fase negra quando, na Idade Média, fomos caçados, juntamente com as bruxas. Mais tarde, voltamos a assumir um lugar de relevo no seio de muitas famílias um pouco por todo o mundo, onde continuamos hoje, gozando do estatuto de um dos animais de estimação mais preferidos de todos os tempos.
HÁ MILHÕES DE ANOS ATRÁS…
- Alguns estudiosos apontam o "Miacis”, um animal parecido com uma doninha e que viveu há 40 ou 50 milhões de anos atrás, como o nosso parente mais próximo. Não conheço e nem sei se queria conhecer!
- Outros registos indicam que há cerca de 11 milhões de anos atrás, os nossos antepassados mais selvagens já davam saltos supersónicos na Ásia e que há 9 milhões de anos atrás já ronronavam algures nos Estados Unidos da América.
- Foi em tempos remotos, quando os níveis do mar subiram e desceram drasticamente, criando diferentes divisões territoriais, que nós, nómadas por natureza, começamos a palmilhar o mundo. Chegamos aos seus quatro cantos… bem, excepto à Antárctica. Íamos para o frio não!? Parece que não nos conhece… alguém falou em lareira?
- Há quem diga que já na Idade da Pedra percebemos que o nosso lugar era ao lado dos humanos, afinal de contas era com eles que estava a comida e onde havia comida, havia ratinhos!
ANTIGO CHIPRE
- Diz-se que a primeira prova da nossa possível domesticação surgiu há mais de 8 mil anos atrás quando foram encontradas, na ilha do Chipre, sepulturas com os restos mortais de gatos, ratos e humanos… sim todos juntos!
NA COMPANHIA DOS FARAÓS EGÍPCIOS
Ah, meus caros, mas a verdade é que vivemos alguns dos melhores momentos da nossa história no Egipto, onde éramos venerados como deuses. Juro! Eu não sou, naturalmente, desse tempo, mas já ouvi cada coisa:
- A agricultura era uma das mais importantes actividades económicas e de subsistência dos egípcios que, ao armazenar cereais enfrentaram um grande problema: os ratos que davam cabo de tudo num instante! Felizmente, um egípcio muito observador percebeu que os gatos eram excelentes caçadores (modéstia à parte!) e que eram os melhores seguranças a “contratar” para os armazéns reservados às colheitas anuais.
- A partir daí, éramos recebidos de braços abertos por todos, que faziam de tudo para nos manter perto das suas casas. Deixavam-nos comida, como pão embebido em leite ou cabeças de peixe, mas melhor do que isso, acarinhavam-nos. De facto, foram os egípcios a primeira comunidade a domesticar os gatos, recebendo-os dentro dos seus lares.
- Fomos colocados num pedestal tão alto que até foram criadas leis para nos proteger! Essa não sabia, pois não? Os imponentes faraós ditaram que era crime matar ou magoar um gato, mesmo que fosse por acidente. Por exemplo: se a casa do meu dono pegasse a arder, ele teria de me salvar primeiro e só depois a família! E se alguém matasse um felino, morria. Incrível…
- Se morrêssemos de causas naturais, toda a família rendia-se ao luto, que era sempre bastante sentido. Os nossos donos faziam questão de mostrar a sua tristeza com cânticos e pancadas no peito. Depois, éramos embrulhados num pano de linho e entregue ao padre, que (qual CSI!) verificava se a nossa morte tinha sido, de facto, natural.
- Verificada a causa da morte, o corpo era embalsamado, embrulhado de novo num pano de linho e enfeitado. Depois, ou era sepultado num cemitério especialmente concebido para gatos (os egípcios não brincavam em serviço!) ou colocado num túmulo em templos sagrados. Um desses templos encontrava-se em Bubastis (era um templo de Bastet, figura que vai conhecer mais adiante!), no entanto, foi em Beni-Hassan que uma escavação efectuada no início do século XIX desvendou mais de 300,000 gatos mumificados! Agora esta é a melhor parte: os egípcios também mumificavam ratos para que não nos faltasse alimento na próxima vida (até eles já sabiam que tínhamos sete!). Que queridos! Que paraíso!
- Mas não fica por aqui… tivemos direito à nossa própria deusa e tudo! Basteta, uma deusa maternal e intimamente associada à beleza, à elegância, à fertilidade e à felicidade, tinha corpo de mulher, mas cabeça de gato. Considerada uma grande protectora do homem, esta “deusa-gato” tornou-se numa das figuras mais glorificadas daquele tempo.
- Sabia que no antigo Egipto a palavra para gato era "mau", muito similar àquilo que é hoje o nosso muito universal "meow"?
- Posso ainda acrescentar que nunca esquecemos o quanto gostamos de ser tratados como realeza… e temos os egípcios para agradecer!
- Os egípcios adoravam os seus gatos de tal maneira que até criaram outra lei que proibia a nossa exportação. Mas, como nós felinos somos muito curiosos (pronto, queríamos viajar e conhecer o mundo!), cerca de dois mil anos depois, a moda de nos infiltramos nos barcos do Rio Nilo depressa pegou e aí fomos nós! Para além de assegurarmos a captura de muitos roedores, fomos ainda fiéis companheiros de milhares de capitães e marinheiros nas suas longas viagens.
DE MALAS AVIADAS
- Os egípcios trataram do nosso plano de marketing, promovendo-nos como excelentes caçadores e camaradas leais, por isso, quando chegamos a novos países, a nossa fama já lá estava. Em Itália, na Grécia e em Inglaterra não fomos idolatrados, mas tínhamos muito valor para os nossos donos que depressa nos viam como um membro da família.
- No norte da Europa chegamos a ter outra deusa – Freya – que, quando retratada, estava sempre rodeada de gatos.
- No Japão, causamos uma excelente primeira impressão: os japoneses elegeram-nos como um animal misterioso, que traria muito sorte aos seus donos.
- E a partir daí, foi sempre a carimbar o passaporte, até chegarmos aos quatro continentes… e onde, em alguns países, fomos muito importantes durante o século XI, ao ajudar no combate contra os ratos que contribuíram para a propagação da peste negra.
IDADE MÉDIA, IDADE NEGRA (ALGURES ENTRE OS SÉCULOS XIII E XV)
- De deuses a diabos foi num instante e a nossa história vira uma página completamente diferente (e muito triste) no início da Idade Média quando o Papa Gregório IX anunciou publicamente o seu horror aos gatos, que definia como sendo “diabólicos”. Nessa altura, a Igreja Católica fez da exterminação dos gatos a sua grande missão e fico arrepiado só de pensar nos nossos conterrâneos, muitos retirados às suas famílias, torturados e mortos. Nessa altura, quem tivesse um gato e fosse descoberto, era rotulado de “bruxa” e igualmente morto. Juntos ou separados, as vítimas eram queimadas vivas, afogadas, enforcadas e, muitas vezes, os gatos eram enterrados vivos dentro das paredes das casas – dizia-se que traria sorte. A nós só nos trouxe azar!
- Até que, e face a uma população felina cada vez menor e uma comunidade de roedores a crescer de forma assustadora, alguém colocou (e muito inteligentemente!) um ponto final nesta barbárie. O facto de que a Europa estava a ser novamente avassalada por pragas e epidemias também ajudou.
- A partir do século XVII, e até à “Caça às Bruxas de Salém” em 1692 (altura em que fomos novamente perseguidos), os gatos voltaram aos bons velhos tempos: caçar ratos e receber mimos dos donos.
RICO SÉCULO XIX
- Reza a história que, durante a corrida ao ouro em 1849, as pessoas compravam os gatos que chegavam em navios mercantis por $50 cada um e, nessa altura, isso era uma verdadeira fortuna!
- Em 1871 realiza-se, em Londres, a primeira grande exposição de gatos, um evento de enorme sucesso que catapultou o interesse e o fascínio dos gatos um pouco por todo o continente europeu.
- A cidade de San Francisco viveu, em 1884, uma praga de ratos tão grande que as pessoas disponibilizaram-se a pagar $100 por gato, certos que os felinos os ajudariam na luta contra o excesso de roedores.
A VIDA FELINA NOS SÉCULOS XX E XXI
- Cerca de 5 mil anos depois dos egípcios nos terem idolatrado, colocando a nossa imagem em tudo quanto era sítio, desde vasos e anéis, até no interior dos túmulos, continuamos a gozar do grande calor humano. Afinal, as nossas fotos estão espalhadas um pouco por toda a parte: desde os telemóveis e computadores dos nossos donos, passando pelas canecas de café, tapetes de rato (que ironia!) e t-shirts estampadas!
- Estima-se que existam hoje, só nos Estados Unidos (aqueles americanos adoram-nos!) aproximadamente 65 milhões de gatos domésticos. Um número que ultrapassa em larga escala o número de cães domésticos (ganhamos, hee-hee!).
- Com cerca de 40 espécies diferentes, se vivermos na rua, a nossa expectativa de vida é de cerca de 3 anos, mas nas mãos de um dono cuidadoso, podemos viver até aos 16 anos. A gata mais velha do mundo chama-se “Kataleena Lady”, nasceu no dia 11 de Março de 1977 e vive em Melbourne, na Austrália (aproveito para lhe mandar um beijinho especial… saúde Kataleena!). No entanto, diz-se que o gato mais velho do mundo foi o texano "Creme Puff” que chegou a celebrar o seu 38º aniversário em Agosto de 2005. No pódio está ainda o inglês “Devon” que, nascido em 1903, faleceu um dia após ter completado 36 anos, em 1939. Também natural do estado americano do Texas, a medalha de bronze vai para “Granpa” que miou até ao seu 34º aniversário.
Fonte:ronronar.com
quarta-feira, 27 de junho de 2012
ONDE HÁ GATOS, HÁ HISTÓRIAS
Quem possui um gato, sabe do que estou falando. Gatos são animais incríveis, com personalidades diferentes um do outro, por mais que sejam definidos perfis para cada raça existente. talvez seja esse fato de um gato não ser igual ao outro, que nos deixe tão fascinados por eles.
Por terem essa personalidade tão marcante, carregam muitas histórias. Gatos que brincam, gatos que defendem, gatos que brigam, gatos que são preguiçosos, comilões, são tantas histórias, que nem lembramos de todas.
Algumas dessas histórias viram notícia: gato que salva a dona de incêndio (clique aqui para ver esta notícia), gato que liga para a polícia e salva o dono (leia aqui a notícia), embora muito casos como estes não tenham sido relatados, acredito eu.
Há quem prefira cachorros, e que digam que são mais úteis para a sociedade do que os gatos. Talvez digam isso porque não estejam acostumados à forma de amar dos gatos, pois não é da forma “puxa-saco” dos cachorros, e além disso, tem vontades próprias. Pra ser sincera, gosto dos dois, tanto de gatos quanto de cachorros, e de muitos outros animais. Mas eu aprendi a gostar de gatos desde muito pequena (antes de nascer! hahaha), e sei perfeitamente que quando adquiro um gato, eu sei que vou viver uma nova história! Com cachorro não, nunca fui surpreendida por um, sempre é alimentar, lavar o canil, levar para passear, joga pauzinho, busca pauzinho. Minha relação com os cães nunca passou disto, apesar de amá-los muito.
O gato, por sua vez, é independente, inteligente, ágil, esperto, e muito, muito bonito. É um animal que se fez notar ao longo da história da humanidade, seja pela sua glória durante a civilização agípcia, ou por literalmente “tocar o terror” na idade média, por ser assimilado à bruxaria, azar e feitiçaria (e tem gente que acredita nisso até hoje).
Até hoje as pessoas tem muito preconceito com os felinos, não só pelo mito ligado à Magia Negra, mas também por estar ligado à doenças, como a toxoplasmose. Poucos sabem, ou se recusam a acreditar que a toxoplasmose está presente nos cães, nas aves e outros animais, não exclusivamente nos gatos.
Todavia, nós que amamos gatos, sabemos que nada disso é verdade, e entregamos nossos corações e nossas atenções para estes animais maravilhosos! Eles alegram nossos dias, nos dão amor, carinho, e amizade fiel, do jeitinho deles. E com a suas histórias, muitas vezes, aprendemos lições de vida, mudamos nossos caminhos, aprendemos a dar valor à outras coisas, e aprendemos à viver, como eles: curtindo a liberdade e sendo nós mesmos.
Quero que você leitor, compartilhe as suas Histórias de Gatos comigo, e com os outros leitores! Aposto que há muitas histórias à serem contadas! Conte-me suas histórias!
contato@institutofluke.org
domingo, 24 de junho de 2012
Gatinhos Amigos
Gatinhos, meu amigos,PAPITO,KYRA,FRIDA,KE KA,PITOCO,JHÚJU e... in Memory KIKO PILICO ,fazes idéia do que seja uma estrela? Dizem que todo esse nosso imenso planeta coberto de oceanos e montanhas é menos que um grão de poeira se comparado a uma delas... Estrelas são explosões nucleares em cadeia numa sucessão que dura bilhões de anos O mesmo que a eternidade Não obstante, Gatinhos, confesso que pouco me importa quanto dura uma estrela Importa-me quanto duras tu, queridos amigos, e esses teus olhos azul-safira,olhos verdes e amarelos com que me fitas (Ferreira Gullar).
sábado, 23 de junho de 2012
Festas Juninas: época de sofrimento para os animais domésticos
Mês junho, Santo Antônio, São João, São Pedro, festas, fogos de artifícios e guloseimas. O que é motivo de felicidade e muita diversão para as pessoas, é motivo de sofrimento para os animais. Pensando em diminuir esse mês torturante para os animais domésticos, o Primeira Edição, colheu dicas com a medica veterinária Rafaela Pastl, da Clínica Focinho & Cia, em Maceió AL.
Segundo a médica veterinária, o maior sofrimento nesse período para os animais são os fogos de artifícios. Como os bichos tem a audição mais aguçada que os seres humanos, o som dos rojões fica insuportável para eles. “Eles conseguem escutar um som quatro vezes mais longe que o ser humano”, explicou a veterinária. “Assim, eles ficam atordoados com os fogos de artifício”, disse ela.
Ainda de acordo com a Dra. Rafaela, se nada for feito para, ao menos, diminuir o efeito dos fogos de artifícios, o animal pode, com certeza, ter a saúde afetada. “Animais epiléticos tendem a convulsionar mais vezes com o susto das bombas”, disse. “O estresse pode baixar a imunidade, a fumaça causa problemas respiratórios também nos animais e, isso tudo, permitir que os sintomas de doenças incubadas comecem a aparecer.”
Para Rafaela, uma dica que deve ser seguida nesse período, é deixar o animal em um lugar tranqüilo, onde o som dos rojões seja abafado ao máximo, caso não tenha jeito, o ideal é procurar um médico veterinário para que ele possa prescrever um tranqüilizante.
Sobre a alimentação, a médica veterinária foi enfática, nunca se deve dar restos de comidas para os animais, ‘ainda mais de festas juninas’. “Nossos animais nunca devem comer comidas das festas juninas, são muito gordurosas e podem provocar doenças gastrointestinais”, disse Rafaela.
Segundo especialistas e protetores animais, em época de festas com fogos de artifícios (Festas Juninas, Ano Novo), cresce o número de animais desaparecidos. O barulho dos rojões assusta os animais que tentam corre para longe do barulho e isso, juntamente com o descuido dos tutores, faz com que o números de animais desaparecidos cresça. “Os animais ficam atordoados com os fogos de artifício e o descuido nas festas permitem a fuga desses animaizinhos”, disse Rafaela Pastl.
Veja algumas dúvidas tiradas pela Dra. Rafaela Pastl para o melhor cuidado com o seu PET durante as Festas do Mês de Junho
1. Nunca se deve dar restos de comidas juninas para os animais: “Podem provocar doenças gastrointestinais”;
2. Alguns animais não sofrem tanto os efeitos dos fogos de artifícios, mas a maioria precisa ficar em locais tranqüilos: “Se não for possível, devemos administrar tranqüilizantes, sintéticos ou fitoterápicos”;
3. Mantenham os animais longe da fumaça da fogueira: “Assim como faz mal as pessoas, faz mal aos animais”;
4. Não deixem portões abertos, o barulho do rojão pode fazer o animal se desesperar e fugir;
5. Ao contrário do que dizem (mito), não é aconselhável colocar algodão nos ouvidos dos animais para inibir o som: “Na verdade, isso só deixa os animais mais agitados com o incômodo do algodão na orelha, o ideal é entrar com algum tipo de tranqüilizante”;
6. Sem os cuidados necessário nesse período, o bicho fica sujeito a muitas doenças e sofrimento.
*Com consultoria da médica veterinária Rafaela Pastl, que atende nas clínicas Focinho & Cia, na Ponta Grossa e no Santo Eduardo – Maceió-AL: (82) 3221-6998 e (82) 3337.1760.
Fonte: Primeira Edição
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Museu exibe última foto do cão Hachiko
A tutora Yaeko Ueno, a quarta à direita na primeira fileira, e funcionários da estação de Shibuya rezam pela alma de “Chuken Hachiko” (o leal cão Hachiko), em Tóquio, no dia 8 de Março de 1935. (Foto cedida pelo Shibuya Folk and Literary Shirane Memorial Museum)
Quase todas as pessoas que visitam o Japão conhecem a história de Hachiko, um cão da raça Akita reverenciado pela incrível lealdade ao seu tutor mesmo muito tempo após a sua morte.
Agora, um museu em Tóquio está apresentando a exposição de uma fotografia tirada imediatamente após a morte de Hachiko, em 1935. As informações são do jornal The Asahi Shimbun.
Medindo 12 x 16 centímetros, a fotografia pode ser vista até 22 de julho no Museu Memorial de Literatura, em Shibuya Ward, como parte da “Shin Shuzo Shiryoten” (Exposição de materiais recém armazenados).
Conforme a história conta, o cão, cujo nome era Hachi, esperava o seu tutor Hidesaburo Ueno, professor de agronomia da Universidade de Tóquio, voltar do trabalho todos os dias. Hidesaburo faleceu e o cão continuou a esperá-lo na estação por dez anos após a sua morte.
De acordo com o museu, o ritual diário de Hachiko foi relatado pelo Jornal The Asahi Shimbun nos primeiros anos da década de 30. Conseqüentemente, Hachiko tornou-se sem dúvida o cão mais famoso do Japão.
Na manhã de 8 de março de 1935, Hachiko foi encontrado morto perto da estação de Shibuya. Seu corpo foi levado para a sala de bagagem da estação, que tinha sido um dos seus lugares favoritos. Uma foto do corpo de Hachiko foi logo tirada nesta sala e foi publicada no Jornal Yamato Shimbun no dia seguinte.
A foto mostra não só Hachiko, como também Yaeko, a viúva de Hidesaburo Ueno, e funcionários da estação.
Um dos membros da equipe, Yoshizo Osawa, deu a foto para sua filha mais velha, Nobue Yamauchi, hoje com 78 anos de idade. “Meu pai amava cães”, disse Yamaguchi. “Ele me disse que Hachi ía para a estação todos os dias e que eles dividiam suas marmitas com ele”.
Uma estátua de bronze de Hachiko em frente a estação de Shibuya tornou-se um ponto de encontro para os turistas.
“As pessoas na foto estão orando pelo descanso da alma de Hachi”, disse Keita Matsui, o curador do Museu. “A partir da foto, nós podemos perceber o quanto ele foi amado naqueles dias”.
Fonte: ANDA
terça-feira, 19 de junho de 2012
Cão doente foi encontrado na rua e o que parecia uma ação do bem, causou arrependimento em quem tentou ajudar
Eles não sabem e nem querem saber de quem é a responsabilidade, apenas aguardam urgente uma solução, sob risco de perderem a vida. Relegados à própria sorte, os animais abandonados nas ruas de Sorocaba ficam à mercê da compaixão ou ódio dos transeuntes, já que a cidade não tem vagas nos abrigos para animais abandonados. Das cinco entidades independentes que atuam em defesa dos animais no município, apenas três oferecem o serviço de abrigo (Spaso, Aspa e Capa), porém estão com a capacidade lotada. Já o setor de Zoonoses, órgão da Prefeitura que deveria, entre outras funções, apreender os animais soltos nas ruas, não cumpre a lei e só abriga em casos muito específicos. A conclusão apontada por quem cuida de cães e gatos na cidade é que falta uma política pública municipal voltada a essa área.
Na quarta-feira, um cachorro doente foi encontrado na rua e o que parecia uma ação em prol do animal causou arrependimento em quem achou que estaria ajudando. Tudo começou quando a comerciante Claudete Monteiro viu na porta de seu estabelecimento um cachorro mancando, que aparentava estar fraco e com fome. Ela deu comida e água. Como não poderia ficar com ele, resolveu levar para um abrigo, onde pudesse ser cuidado e alimentado, porém afirma que acabou se arrependendo.
Claudete conta que pediu ajuda para o também comerciante Donizette Aparecido Castilheiro Santos, vizinho de seu estabelecimento, para levar o cachorro até a Zoonoses. Chegando no local, a informação recebida foi de que o cachorro não poderia ser recolhido pelo setor por não se encaixar nas características necessárias para o abrigo e que os comerciantes deveriam procurar a Sociedade Protetora dos Animais de Sorocaba (Spaso).
Os dois colocaram o cachorro novamente no carro e se dirigiram para a Spaso, porém chegando no local a entidade afirmou que não poderia ficar com o animal porque as vagas estavam esgotadas. A veterinária da entidade fez uma avaliação geral e percebeu que estava com febre e desidratado, porém não realizou exame de sangue para constatar alguma doença. Foi aplicada uma injeção para dor, mas os comerciantes teriam de levar o animal embora.
Revoltado com o descaso, Donizette chamou a polícia e voltou para a Zoonoses junto com os policiais militares. No local, ele registrou um Boletim de Ocorrência contra a Zoonoses, que se negou a receber o animal. Diante do impasse, o cachorro acabou escapando do carro e foi deitar na sala de atendimento do setor, aguardando o seu destino. "Eu moro em apartamento, não tenho como ficar com ele", lamentou Donizette. Também sem poder ficar com o cão, Claudete, que já tem quatro gatos e um cachorro, se disse decepcionada com a Prefeitura. "Você acha que está fazendo um bem e tem de enfrentar o maior pepino", reclamou ela.
Na Zoonoses, a veterinária Daniela Mesquita afirmou que se o cachorro estivesse doente não seria cuidado, e que se ficasse teria de ser sacrificado. Os comerciantes acabaram arrependidos de terem levado o animal e saíram com receio de que o cachorro fosse morto.
À espera de um dono
Durante todo o tempo que os comerciantes estiveram na Zoonoses, funcionários do local fotografaram tudo. Donizette chegou a afirmar para a reportagem que isso seria uma forma de intimidação. "Será que eles têm direito de ficar tirando foto assim da gente?" questionou, acrescentando que não tinha receio porque não estava fazendo nada de errado. Na sede da Zoonoses, que tem um terreno amplo, havia 13 carros estacionados pertencentes à Vigilância Sanitária. "Preferia que a Prefeitura investisse menos em automóveis e que usasse o dinheiro público para cuidar dos animais", observou Donizette.
A veterinária Daniela Mesquita esclareceu que a Zoonoses só abriga animais soltos na via pública que sejam agressivos, mordedores, fêmeas no cio e filhotes com até 90 dias (porque estes são encaminhados para adoção). "Também pegamos os que estão em estado de sofrimento, agonizando, mas para sacrificar. Não ficamos com cachorro abandonado que esteja doente porque a estrutura é pequena", disse.
Durante o impasse com o cachorro, Daniela chegou a aconselhar os comerciantes a levarem o animal, já que na Zoonoses ele estaria correndo o risco de ser sacrificado. "Ele precisaria de soro, mas não temos condições de dar e também de um exame de sangue para verificar alguma doença, mas aqui na Zoonoses não temos essa função. Se ele conseguir comer e tomar água sozinho..."
Ao contrário da informação de Daniela, a Lei Municipal nº 8.354, de 27 de dezembro de 2007, conhecida como Lei de Zoonoses, em seu Capítulo V artigo 20 estabelece que a Zoonoses deve se responsabilizar não apenas pelos cães mordedores ou suspeitos de raiva ou outra zoonose, entre os itens citados pela veterinária, como também pelos "animais soltos nas vias e logradouros públicos ou em locais de livre acesso ao público, quando não identificados de pronto seus proprietários ou quando estes, a despeito de orientados e advertidos, não tomarem a providência de recolhê-los ao domicílio".
Já no artigo 27, parágrafo 1º, consta que os animais apreendidos deverão ser mantidos no órgão municipal de Controle de Zoonoses, pelo "prazo mínimo" de cinco dias úteis, contando-se o dia da apreensão, "sendo nesses dias tratados e recuperados, se necessário". Conforme a lei, cabe ainda à Zoonoses cuidar da destinação dos animais em seu abrigo, promovendo, entre outros itens, a doação ou reinserção do animal na comunidade.
O cachorro encontrado pelos comerciantes está na Zoonoses à espera de adoção e depende da agilidade do novo dono. O endereço é rua Rosa Maria de Oliveira (travessa da rua Humberto de Campos), Jd. Zulmira, ao lado do Instituto Humberto de Campos. Outras informações: (15) 3222-2484 e 3229-7313.
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