terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Natal – Castração de Gatos de rua é feita por voluntários

Um grupo de médicos veterinários vai realizar uma ação nesta segunda – feira, 25 de fevereiro, com um intuito de castrar felinos que habitam o entorno do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, localizado na Avenida Omar Ogrady (prolongamento da Prudente de Morais), e necessita da ajuda de voluntários para a captura dos gatos. O recolhimento dos animais será realizado a partir das 16:00 horas, período propício em que os animais trafegam pela margem da avenida  em busca de alimento.
Recolhimento dos animais será realizado a partir das 16:00 horas, nas proximidades do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte. (Foto: the-rioblog.blogspot.com)
Recolhimento dos animais será realizado a partir das 16:00 horas, nas proximidades do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte. 

Além da captura, os veterinários que estão à frente da ação informam também que será necessária a participação de voluntários que possam ajudar dando medicação e limpando os animais. Os voluntários poderão ajudar, inclusive, trazendo gaiolas de coelho para manter os animais doentes ou caixa de transporte tamanho médio e grande para abrigá-los.
O trabalho é coordenado por uma equipe composta de um médico veterinário e dois biólogos, todos pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP). Eles estão em Natal desenvolvendo um projeto de pesquisa em conjunto na área de controle populacional e zoonose. “O projeto conta com a ajuda em um médico veterinário da cidade, Dr. Milano Máximo, que nos tem dado todo apoio para a execução”, explica Júlia Teresa Ribeiro de Lima, médica veterinária e pesquisadora.
O trabalho está sendo realizado na cidade desde o início do ano, por meio da análise, pesquisa e planejamento populacional dos gatos. Agora os pesquisadores irão realizar a ação efetivamente, com a captura, limpeza e castração dos felinos que circulam entorno do Parque. “Optamos por executar o projeto nesta área devido à grande incidência de felinos que encontramos durante processo de planejamento e pesquisa. A maior parte dos casos é devido ao abandono desses animais”, explica a doutora. Ela ressalta que a a contribuição da Prefeitura de Natal, através da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) foi importante para a concretização desta ação.
Entretanto, para que o trabalho tenha êxito, é necessária a participação de voluntários. A doutora Julia Teresa informa que os interessados em ajudar tragam ração ou patê para alimentar os animais e material de limpeza e enfermagem. Todo e qualquer material (caixas, gaiolas, comida e utensílios para limpeza) podem ser deixados na guarita do Parque da Cidade. As castrações  serão feitas à noite. Caso algum médico veterinário queira se dispor a ser voluntário, basta entrar em contato com Dr. Milano no telefone 3206 – 6622 ou Dra. Júlia Teresa pelo 9407 4047. Outras informações sobre como ajudar podem ser obtidas pelo 9137 7465.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Justiça condena veterinária por morte de poodle de SP


A Justiça de São Paulo condenou uma veterinária a indenizar em R$ 11 mil os donos de um poodle de cinco anos que morreu após ser submetido a uma tartarectomia (retirada de tártaros).
A morte do cão, chamado Fred, ocorreu em agosto de 2011, em Amparo (a 130 km de São Paulo). A decisão de primeira instância foi publicada no início deste mês.
Arquivo Pessoal
Fred morreu após tratamento
Fred morreu após tratamento
A veterinária Kátia Pereira Michelini, 46, ainda pode recorrer da condenação, que a considerou negligente por não ter solicitado exames de hemograma no poodle antes de aplicar anestesia geral.
Um laudo de necropsia apontou que "o cão morreu por síncope cardíaca associada a provável quadro de discrasia sanguínea" (alteração do sangue). O problema seria constatado se o hemograma tivesse sido feito, diz o laudo.
O advogado André Luiz Cunha, parente dos donos do cão, afirma que eles procuraram a Justiça "para evitar que outros cães e seus donos passem pelo mesmo sofrimento".
Ele diz que a indenização será usada para tratar animais de rua. Dos R$ 11 mil, R$ 10 mil são por danos morais e R$ 1.100 por danos materiais.
OUTRO LADO
A veterinária disse à reportagem que vai recorrer da decisão, por considerá-la "injusta". "Foi uma fatalidade. Mas eu entendo o lado deles [donos do cão]."
Ela afirmou que Fred não morreu em função do atendimento dela. Michelini enviou ontem à Folha outro laudo que diz não ser possível associar a morte à anestesia geral.
Disse ainda que chegou a cobrar exames pré-operatórios, mas aceitou dispensá-los porque os donos alegaram que não tinham tempo e aceitaram que o procedimento ocorresse assim mesmo.
A Clínica Veterinária Au Au Miau, onde aconteceu o procedimento médico, fica no centro de Amparo e atende cerca de 500 animais por mês, segundo a veterinária.