quinta-feira, 31 de maio de 2012

5 problemas que os gatos apresentam e como resolvê-los


Os gatos são animais lindos, fofos e independentes, mas também temos os nossos problemas… e contamos com os nossos donos para nos ajudar a ultrapassá-los e ronronar de felicidade para sempre. Conheça 5 dos problemas mais comuns que afetam os gatos e aprenda a resolvê-los. Nós agradecemos com um grande miau…

1. O GATO ARRANHA TUDO

Admitimos, somos culpados – adoramos afiar as nossas garras em tudo! Porque é que o fazemos? Simplesmente para marcar o nosso território, não é por mal, nem porque queremos estragar a mobília dos nossos donos, juramos! O ato de arranhar também nos ajuda a largar a camada exterior das nossas pequenas garras e que bem que isso sabe! A solução para este problema é bastante fácil e passa por uma visita à nossa loja preferida – a dos animais! – onde encontra postes e torres especificamente concebidas para arranharmos à vontade. O truque é colocar este brinquedo junto da peça da mobília que mais arranhamos e chamar-nos atenção para ele sempre que cairmos em tentação de arranhar o sofá ou as cortinas. Em pouco tempo vamo-nos habituar ao nosso novo brinquedo e deixar o mobiliário em paz! Depois podem colocar o brinquedo noutro sítio da casa se preferirem… nós vamos encontrá-lo sem qualquer problema!

2. O GATO ESPALHA A COMIDA PELO CHÃO DA COZINHA

Sabemos que é feio e que os donos dos gatos não gostam de chegar à cozinha e ver que nós espalhamos a nossa comida pelo chão, mas existe uma razão… Na realidade existem duas: em primeiro lugar, pode ser um sinal de que não gostamos da nossa taça de alimentação. É verdade! Se esta for de plástico, pode deixar um sabor desagradável na nossa alimentação e água e, se há alguma coisa que os gatos prezam, é a sua gastronomia! A solução é simples: compre-nos uma taça em aço inoxidável ou louça (de preferência funda) e não voltaremos a sujar o chão da cozinha, prometemos! Se não for o caso, é aqui que entra a segunda razão: pode ser para nós um jogo, uma forma de chamar a atenção do dono porque queremos brincadeira! No entanto, sabemos que ter de limpar aquilo que sujamos não é divertimento nenhum para os nossos donos, ou seja, para evitar isso, brinque connosco ou agende uma sessão de ginástica um pouco antes da hora da refeição. Obrigada!

3. O GATO MIA DURANTE A NOITE

Sabemos que na calada da noite, quando os nossos donos estão a desfrutar do seu merecido descanso, a última coisa que querem ouvir é o seu gato a miar… mas acontece! A verdade é que acontece maioritariamente com gatos mais velhos com problemas de tiroide ou que estejam a perder algumas das suas capacidades cognitivas, o que os torna mais agitados durante a noite. Outro motivo pode ter a ver com o cio e a vontade de acasalamento. Em ambos os casos, recomenda-se uma visita ao Sr. Veterinário. Se o problema não for de saúde – e ainda bem! – o gato pode simplesmente querer atenção e brincadeira. Sabemos que a hora pode não ser a mais apropriada, por isso, faça-nos uma festinha e dê-nos boa noite antes de se deitar.

4. O GATO NÃO USA A LITEIRA

Temos um bocadinho de vergonha em admiti-lo, mas é verdade, às vezes nós gatos não usamos a liteira e escolhemos outras áreas da casa para fazer as nossas necessidades. É óbvio que os nossos donos não gostam e isto pode ser um grande problema, mas felizmente há solução e passa por fazer várias experiências. O facto de um gato não usar a liteira pode significar que simplesmente não gosta da sua liteira, do cheiro da areia, do local onde está ou pode preferir ter duas liteiras distintas (eu sei, os felinos são um bocadinho esquisitos…). Por isso, pedimos paciência ao nosso dono: experiente tirar a tampa da liteira (se esta tiver), alterar a marca de areia utilizada, mudar a liteira para outro sítio, comprar um modelo diferente e, acima de tudo, manter a liteira sempre limpa! Já sabem o que pensamos da nossa higiene diária

5. O GATO REAGE NEGATIVAMENTE A VISITAS E/OU PESSOAS DESCONHECIDAS

Embora sejam muito independentes, os gatos não trocam os seus donos nem por nada, nem por ninguém neste mundo! Por isso mesmo, não estranhe se de repente chegar alguém e nós nos portarmos mal, ou seja, podemos tentar arranhar, bater com a pata ou bufar esses desconhecidos. Porque fazemos isto? Sentimos o nosso território invadido ou pior, o nosso dono foi de férias e deixou-nos sozinho com outra pessoa. Miauuuuuuu… O que fazer? Independentemente das circunstâncias, o contacto entre o gato e as pessoas desconhecidas deve ser lento e gradual. Outra regra de ouro: as pessoas desconhecidas não devem pegar em nós, mas sim esperar que nós nos aproximamos delas. Pode ser? Nós felinos agradecemos, é assim que gostamos de fazer as coisas! Entretanto, nós vamo-nos adaptar às outras pessoas, mas sempre com saudades do nosso dono! Volta depressa…

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Leite para gatos: beber ou não beber?


Nos filmes, os gatos adoram uma enorme taça de leite frio…e na vida real também! Mas a verdade é que, e mesmo parecendo um contra senso, o leite pode fazer-nos mais mal do que bem! Descubra as indicações e contra-indicações do leite para gatos.
Nas primeiras semanas de vida, os gatinhos dependem do leite materno para sobreviverem e para se desenvolverem rapidamente. Recheado de proteínas, gorduras e anticorpos essenciais para o seu crescimento (ai que saudades do leitinho da mamãe!), não precisam de qualquer outro alimento até às quatro semanas de vida aproximadamente.  
Não é aconselhável dar leite de vaca a um gatinho! Mesmo que algo tenha acontecido à sua mãe – se ele foi abandonado ou é órfão (coitadinho!) – não deve consumir leite de vaca, mas sim um leite de substituição que pode ser encontrado nas lojas de animais. Em caso de dúvida, já sabe, consulte o Dr. Veterinário! 
O leite de vaca tem uma constituição totalmente diferente do leite de gata e a intolerância ao mesmo é normalmente manifestada por volta dos três meses de vida. Se depois de algumas lambidelas refrescantes de leite humano verificar alguma indisposição digestiva (sim, maus odores e barulhos intestinais estranhos!), é oficial – o seu gato é lactose intolerante! E quem leite, diz os seus derivados… 
A verdade é que quando chegamos à idade adulta, a maioria de nós felinos somos intolerantes ao leite de vaca, mais precisamente à lactose – o açúcar presente no leite – isto porque o nosso organismo não contém a enzima necessária para digerir a lactose. O resultado? Dores de barriga e diarreia! Enquanto bebemos sabe bem, porque é doce, mas depois – porque a digestão é inadequada e os níveis de bactéria do trato digestivo inferior aumentam – arrependemo-nos! E de que maneira…meow…
Por outro lado, porém, o leite pode perfeitamente ser uma guloseima ocasional para os felinos, mas terá de comprar leite específico para gatos. Sim, existe! Não é maravilhoso? E não se preocupe, este é 100% seguro porque não contém lactose. Prrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr…. 
Para aqueles felinos (sortudos!) que não são intolerantes à lactose, pode dar-lhes, muito ocasionalmente, um pouco de leite de vaca – mas nunca substitua uma refeição ou água por leite! Como adoramos esse delicioso líquido branco, apenas utilize o leite como uma pequena guloseima, ou seja, só em ocasiões especiais e de longe a longe! Nós (e o nosso sistema digestivo!) agradecemos! 
Lembre-se que o leite de vaca não deve integrar, de forma regular, a dieta do seu felino porque, e ao contrário do que acontece com os humanos, este não contém os nutrientes essenciais para uma alimentação saudável. No fundo, o leite de vaca não tem qualquer valor nutricional para um gato (infelizmente é verdade!) e podemos passar uma vida inteira sem beber uma única gota! E não seremos menos felizes por causa disso, por isso, descanse, estamos ótimos!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

6 coisas que o seu gato não deve comer


Gato a comer um queque
Nós os gatos, quando entramos na vida de alguém, partilhamos tudo: o cantinho no sofá, a almofada na cama, o banco da mesa da cozinha… mas se há uma coisa que não devemos partilhar com os nossos donos são os alimentos. Conheça 6 coisas que não deve dar de comer ao seu gato, nem deixar por perto… sabe como os gatos são curiosos… e gulosos!
  1. Chocolate: o chocolate é um dos alimentos mais perigosos que se pode dar a um felino! Fica desde já a saber que quando em contacto com o nosso organismo, o chocolate pode revelar-se tóxico. O resultado? Um gato que vomita, treme, tem muita sede, apresenta uma temperatura corporal mais elevada e um batimento cardíaco mais acelerado ou irregular, está irrequieto, agitado ou tem convulsões. Como já deu para perceber, o chocolate estimula o coração e o sistema nervoso dos gatos, algo que dispensamos uma vez que não há animal mais zen do que nós… custa-nos muito admitir isto mas, somos anti-chocolate!
  2. Uvas frescas/uvas passas: a fruta faz bem, mas não aos gatos! As uvas são particularmente venenosas para os felinos, podendo causar danos irreversíveis nos nossos rins. Alguns dos sintomas associados ao consumo de uvas frescas e/ou uvas passas são o aumento da sede e da urinação, vómitos e estado letárgico. As uvas e os gatos não combinam, por isso, só temos uma coisa a dizer quanto a isso: miau!
  3. Abacate: ainda no que toca a sabores de fruta, os abacates também não combinam bem com o sistema digestivo dos gatos devido à presença de uma toxina denominada “persin” e que pode danificar o músculo cardíaco. Alguns dos possíveis efeitos secundários incluem: vómitos, diarreia, dificuldades respiratórias e letargia. Confessamos que entre abacate e comida de gato, preferimos a nossa!
  4. Cebolas e alhos: demasiado forte para o organismo felino, quando ingeridas por gatos, as cebolas e os alhos atuam ao nível das células vermelhas, danificando-as e desencadeando uma anemia. Se o seu gato ingerir acidentalmente (ou propositadamente, sabemos bem que alguns gatos são muito malandros!) algum pedaço de cebola ou alho, esteja atento aos seguintes sintomas: fraqueza, vómitos e urina vermelha. Se tudo isso não bastasse, também nós dispensamos as cebolas e os alhos – não queremos comprometer a nossa beleza e postura com esse terrível mau hálito…
  5. Leite de vaca: embora seja um debate contínuo (e que nós temos seguido atentamente!), a verdade é que o leite de vaca não é apropriado para a maioria dos gatos, uma vez que estes revelam-se intolerantes à lactose. Se o seu felino ingerir leite de vaca ou outros laticínios, esteja vigilante a eventuais indisposições como vómitos e/ou diarreia. Se quiser dar leite ao seu gato, opte sempre por um leite especificamente concebido para gatos e apenas esporadicamente, nunca em substituição de uma refeição ou de água. Mesmo que seja em pequenas quantidades, gostamos muito desse leite que se pode comprar na loja dos animais e pelos vistos não faz mal nenhum!
  6. Bebidas alcoólicas: é por razoes muito óbvias que o álcool não deve fazer parte da dieta alimentar de um gato, mas podemos acidentalmente beber algo que não devíamos se cair no chão da cozinha por exemplo. Seja vigilante porque as bebidas alcoólicas afetam negativamente o sistema nervoso de qualquer felino, deixando-o desorientado, letárgico, sem coordenação, com vómitos, diarreia, dificuldades respiratórias, tremores e, em casos mais graves, pode desencadear convulsões e até um estado de coma. Quando em dúvida, ligue ao Dr. Veterinário – ele sabe sempre o que fazer!

sábado, 26 de maio de 2012

A falta de informação gera o abandono


Na noite de sexta, 25/05, as redes sociais ficaram agitadas com o artigo escrito pela médica pediatra Dra. Filumena Gomes, e veiculado no portal online da revista Caras, cujo título era “Crianças que convivem com animais podem desenvolver doenças graves”. A Dra. afirmava, entre outras coisas, que “cerca de 70% dos lares no País têm animais (…). Em geral eles circulam por todos os cômodos e até se alimentam com os humanos. Convivência tão estreita expõe todas as pessoas a doenças, mas em especial crianças menores de 6 meses, cuja imunidade ainda é frágil. Crianças maiores, que já interagem com os animais, se expõem também a acidentes como mordidas.” Eu só queria entender: de onde foi que a senhora tirou a conclusão de que os animais são prejudiciais para as crianças? A senhora tem dados que comprovem essa conclusão?
Bem, agora temos um enorme problema de responsabilidade social envolvendo os “70% dos lares” que a senhora cita. Imagine se os pais, após lerem seu artigo, resolvem simplesmente abandonar seus animais de estimação para poder preservar a saúde dos filhos? Nós, pessoas públicas e formadoras de opinião (digo porque sou jornalista, também escrevo para revistas, sites, blogs) temos uma grande responsabilidade e devemos redobrar a atenção a tudo o que assinamos, não é mesmo? Muito educada e respeitosamente venho lhe dizer que o artigo de sua autoria causa um prejuízo enorme a nossa sociedade. Sabe por que? Porque com certeza, desde que este texto foi veiculado na internet muitos animais já foram abandonados pelas ruas.
Muitos são aqueles que vão ler seu artigo e, por confiarem no trabalho da Dra. não vão procurar uma segunda opinião e vão simplesmente tomar uma atitude radical: se livrar do problema. A Dra. não faz idéia do tamanho da luta que muitas Associações (como o SalvaCão) ONGs e Protetores independentes passam 24hs por dia para acabar com o abandono animal e resgatar aqueles que foram largados nas ruas e sofrem maus-tratos.
Na verdade, penso que, ao invés de dizer que os cachorros fazem mal para as crianças, que transmitem doenças, que fazem mal para as vias respiratórias e etc, etc, etc, não seria mais viável ensinar e orientar os adultos quanto ao que deve ser feito para que as crianças saibam cuidar de seus animais de estimação? Que depois de brincar com seus cachorrinhos, elas lavem as mãos, que os cachorros também precisam tomar banho, tomar vacinas, que eles ficam doentes, que precisam de cuidados… Enfim, é preciso educar os adultos para que saibam lidar com os cachorros! Não dizer que os cachorros fazem mal para as crianças e promover uma espécie de abandono coletivo!
A querida colega Mariana Aidar (@marianaidar) mencionou sabiamente, em e-mail enviado para a senhora, que o abandono é uma forma de maus-tratos, que quanto mais animais são abandonados, mais animais estão nas ruas. Quanto mais animais nas ruas, mais cruzas acontecem e quanto mais cruzas, mais animais nas ruas… E isso é um ciclo vicioso e que, infelizmente, não é possível controlar!
Como protetora animal, eu infelizmente sinto muitíssimo que a senhora pense desta maneira. Pense que ter animais de estimação é prejudicial para a saúde das crianças, quando o que acontece na realidade é o inverso! Cada vez mais vemos os animais ajudando no tratamento das crianças, da socialização, do crescimento. Até no tratamento de doenças como o câncer os animais tem apresentado uma enorme carga benéfica para os pacientes. A senhora conhece o GRAACC, dra. Filumena? O GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) utiliza cães para auxiliar no tratamento das crianças internadas na instituição (leia matéria aqui). Engraçado, não é mesmo? Crianças com câncer tem a imunidade baixíssima e, em tese, o risco de pegar doenças seria maior. E o que é usado para auxiliar no tratamento? CÃES.
Outra incoerência que eu vejo é uma revista do porte da Caras, que tem até uma parte de seu portal online destinada para os ‘pets’ de estimação das celebridades, veicular um artigo desta natureza. Mas enfim… Para não parecer que estou falando sem ter base alguma, pedi também ajuda para pessoas na rede, que se sentiram incomodadas com a sua matéria. Vejamos:

A Dra. Janaína Reis (@JanReis) é médica veterinária e membro do SalvaCão. Pedi que ela me dissesse quais seriam os benefícios de se conviver com animais: “O convívio com cães e gatos durante a infância é comprovadamente eficaz para o desenvolvimento do caráter e da personalidade deste indivíduo, assim como também auxilia no fortalecimento do seu sistema imunológico. Ter um animal vacinado, castrado e vermifugado não trará risco algum às crianças. Muito pelo contrário, será parte importante no seu desenvolvimento social. Medidas básicas de higiene, como lavar as mãos, já são capazes de evitar diversas doenças infecciosas, transmitidas ou não por animais domésticos. Vale lembrar que todo animal deve ser vacinado e vermifugado, e seus dejetos (fezes) devem ser recolhidos diariamente, evitando assim qualquer proliferação de parasitas ou doenças.

E outra, ter animais por perto é comprovadamente melhor para o desenvolvimento motor e social das crianças sabe porque:
- Aumenta a sociabilidade e o sentimento de auto-estima
- Desenvolve ação calmante e antidepressiva e, por tabela, pode reduzir medicamentos
- Diminui a ansiedade, a pressão sangüínea e cardíaca e o estresse
- Melhora a capacidade motora e o sistema imunológico

A Nivea (@nivearando), é bacharel em Direito; secretária executiva poliglota e professora por formação, também é mãe e protetora dos animais. Ela tem uma filha de 5 anos e me contou como é a rotina na sua casa. “Meu nome é Nívea e tenho uma filha com 5 anos e meio. Nasceu perfeita com 3 quilos e sempre conviveu com animais (inclusive galinhas). Quando ela nasceu, eu tinha 2 cães e nunca precisei separá-los, eles a entendiam e a protegiam… Hoje em nossa casa temos 3 cachorras, 3 gatas e 3 gatos que são a paixão dela. Ela nunca teve febre, nunca teve gripe… livre de qualquer doença! Ela dorme com os gatos… Gatos não transmitem doença! Toxoplasmose e asma não são transmitidos pelo gato. Informem- se mais antes de publicar bobagens! Quem sofre são os pobres bichinhos que serão abandonados devido a ignorantes que acreditarão em uma matéria como essa. Minha filha é saudável, inteligente (só recebo elogios do colégio) e conviver com animais a transformou numa criança de coração bom, que sabe ajudar os colegas que não conseguem fazer alguma atividade no colégio. É comprovado que crianças que convivem com animais são crianças melhores e serão cidadãos melhores!” 

A Rosana Hermann (@rosana) é amiga nossa, também é jornalista, adotou uma cadela do SalvaCão, a Laika, e se sentiu decepcionada com o tipo de abordagem do artigo veiculado. A vida dela também é cercada de cachorros, animais queridos, seja na casa onde moram aqui na capital de SP, na chácara, em todos os lugares! “A Caras é uma revista famosa, de grande circulação, que roda casas, consultórios, cabeleireiros, todo lugar. Ao publicar uma matéria alarmista, colocando os animais de estimação como vilões perigosos, ela presta um desserviço imenso. Uma pessoas que estivesse pensando em adotar um cão para sua casa pode mudar de ideia ao ler um texto que gera terror. Em nossa família, sempre tivemos cachorro, desde que meus filhos eram pequenos. Criança brinca no chão, come terra, lambe cachorro, sim. Há teorias de que essa ‘vitamina S’ de sujeira ajuda a criança a criar anticorpos e crescer de forma saudável. Além disso, os cachorros são vacinados e tratados, vão na veterinária e os filhos ao pediatra. Tudo está sempre sob controle, todos convivem em harmonia. As doenças existem, bactérias estão em toda parte, tanta coisa pode causar alergia. Mas o amor, o respeito à vida, o laço de afeto que existe entre seres humanos e animais é tão superior a tudo que não faz sentido dizer que um cachorro pode causar ‘arranhões’. Se a gente for pensar assim, todos os esportes podem causar lesões, todos os alimentos podem causar intoxicação, tudo é perigoso e viver é muito arriscado! Entendo as colocações médicas, mas o texto, a manchete, o ‘abre’ da matéria, tudo, foi colocado de uma forma tão errada que não tem como não esperar, no mínimo, uma retratação, um esclarecimento.”


A Juliana D’Orazio (@JuDOrazio) é mãe de um casal de gêmeos de 3 anos, a Valentina e o Lorenzo. Recentemente ela adotou a Shiva, uma gata que transformou a vida das crianças. Além da gata, a Ju tem cachorros adotados, o Blizz e a Domênica, tem outro cão, o Gnocchi, e um casal de filhos com muitos sorrisos espalhados pela casa. Ela sempre diz que “adotar a Shiva foi a melhor coisa que ela fez recentemente…!” Tá vendo só Dra. Filumena?


Enfim Dra. Filumena chegou na minha vez! Eu tenho 26 anos de idade e sempre convivi com cachorros e gatos. Meus avós sempre tiveram gatos, meus pais sempre tiveram cachorros. Eu criei um vira-lata desde que nasci. Depois tive um husky, ai tive 3 são bernardos (que vivem hoje na casa dos meus pais) e hoje tenho dois vira-latas que foram resgatados das ruas e que vivem comigo, o Logan e a Luna. Eu quando era criança tinha bronquite, tive meningite, tive catapora… tive doenças de criança e que toda criança está sujeita a ter. Os cachorros vivem soltos pela casa, dormem comigo, brincam comigo. E são eles que me ajudam a crescer a cada dia que passa! A menina da foto aqui do lado é a Cynthia, a minha irmã de 14 anos com o Átila, um dos são bernardos que moram com ela, na casa dos meus pais.

Bem, a indignação da galera no twitter foi tanta que a hashtag #RetrataCaras ficou um bom tempo nos trending topics, onde todos exigiam uma postura da revista Caras que corrigisse a interpretação errônea que a médica pediatra deu para a convivência das crianças e dos animais. Se a retratação vai acontecer nós não sabemos mas fica aqui o apelo do Projeto SalvaCão: não abandone animais! Cuide deles, dê amor, carinho, respeito, fidelidade. Ele faz tudo isso por você e não pede nada em troca. Pense nisto!
Vale lembrar que o abandono animal, atualmente, é considerado contravenção penal, delito de baixo potencial ofensivo a ser punido com prisão de até 2 meses ou multa. No máximo, é considerado pela Justiça crime de maus-tratos a animais, embora isso não esteja explicitado em lei. Nossa luta continua para que a lei de maus-tratos dê cadeia e que possamos penalizar aqueles que abandonam animais nas ruas (leia mais aqui).
Veja aqui  mais fotos enviadas pela galera bacana que participou:
Anita e Fabinho, filhos da Rosana Hermann, com os boxers da família
Anita e Fabinho, filhos da Rosana Hermann
Rosana e Otto
A filha da Nivea Rando com um de seus gatinhos
Taty Izquierdo e o Logan
Lorenzo e Valentina, filhos da Ju D’Orazio com a gata Shiva e o Gnocchi
Gigio, o sobrinho da Adri Walch

Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica



Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global (Foto: Science/AAAS)
As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie “argo marrom” (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.
Fonte: G1

quinta-feira, 24 de maio de 2012

(Causa) Animais VS Activismo de sofá (redes sociais)

Os “donos da verdade”, as “pessoas com coração”, aqueles que pensam que por olhar para a imagem de um cachorro e fazer “like” os seus problemas se resolvem como que por magia…Ahhh, as pessoas boas do facebook e da internet.
Ainda existem, algumas, mas essas de certeza que não se incomodam com as minhas palavras porque a consciência não as vai incomodar. São muitas taças de água na rua, cães com pulgas, sarna e outras doenças, dentadas de gato, idas ao vet, brincadeiras, abraços e beijinhos…
Àqueles que comentam nas fotos de outros coisas como: “tão fofo, mas não posso”, “adoptem-no pessoal!”, “não o deixe ser abatido”, “coitadinho tão inocente”, “bestas sem coreção, não fazem nada”, “Assassinos”… Para os donos da verdade, tenho algumas palavras…
Não percebem, e se não percebem, deixem-se estar no silêncio, porque quem faz alguma coisa não suporta as críticas, os maus tratos, a falta de consideração e a falta de apoio. É uma vergonha que os ativistas de sofá se queixem do bem ou mau estar dos animais, que insultem voluntários de associações, e quando são convidados a participar, desaparecem… São piores do que os que passam na rua e ignoram os animais.
São piores do que quem não faz nada, porque de facto não fazem nada e ainda criticam quem deixa a família em casa, os amigos, atraza os estudos, adia trabalhos importantes, para dar de si pelo bem estar dos animais.
Não percebem e criticam porque no facebook, nos sites, atrás do computador é tudo mais fácil. Não sentem as dores nas costas, as lágrimas nos momentos dificeis ou a sensação de ficar sempre algo por fazer… São tantos! Quem lhes dá a mão sabe disso… sabe que são muitos e a ajuda nunca é suficiente… mas é sempre mais e melhor do que a crítica.
O mesmo que vos digo agora, direi cara a cara. O meu blogue tem um nome, tem um rosto e eu não tenho problemas em me sentar frente a frente com quem queira discutir os direitos dos animais ou soluções práticas.
Menos insultos, menos ataques, menos mal estar… saiam da sombra e venham ajudar! Venham dar de comer, procurar lares, procurar amor e quem ajude quem precisa (isto é válido para os animais como é para as pessoas). 
Como dizia hoje uma grande amiga dos animais… pra muitos a única coisa que interessa é que o coração bata. E eu acrescento… para outros basta saberem que alguém fez alguma coisa, e isso garante-lhes a consciência tranquila. Navegam qual parasitas de perfil em perfil, a sugar indiscriminadamente tudo o que vão lendo sem sequer ponderar se será ou não verdade, seguem de foto em foto, a comentar com frases úteis como “que lindo”, “ai se eu pudesse”, “pobrezinho, ninguém o ajuda”… sem terem a noção de que muitas das vezes os comentários que interessam ficam perdidos no meio dessa palha! Sim palha! O cão e o gato não vão ler isso.
Quem  partilha essas imagens pede ajuda, mãos, braços, meios de pagar tratamentos, comida para os animais, famílias de acolhimento ou adoptantes… Compaixão em forma de actos! 
Pobres dos animais e pobre de quem lhes olha no focinho e apenas pode dar higiene, comida e amor.
No final do dia, quem lhes deu esses cuidados, deu mais do que qualquer “activista de sofá”.
Os direitos dos animais não se fazem de facebook, comentários ordinários ou cartas insultuosas.
Fazem-se de sair de casa, perder o fim-de-semana, perder a tarde livre, perder o fim do dia para agir. Os direitos dos animais fazem-se de barriguinhas cheias, de esterilizações, de apanhar cócós (no facebook não cheira mas eles fazem cocó… aos baldes). Os direitos dos animais fazem-se de ideias para tentar garantir o bem-estar e a qualidade de vida de mais um. Os direitos dos animais fazem-se de noites em claro a olhar para uma pequena vida e de lutar para que este um dia possa alimentar-se sozinho e andar por si.
A cada frase que escrevo, a cada linha, recordo uma pessoa que deu de si, da sua vida, do seu ordenado, do seu tempo livre, das idas ao cinema, da tarde no café, da sua família para poder ajudar.
Cada comentário ordinário de quem nunca ofereceu um par de mãos para ajudar, é um comentário que atinge quem perde de facto horas, dias e meses a cuidar de animais doentes, abandonados, deixados a sua sorte.
Percebe-se? Eu não percebo.
Com que direito? Com que direito? Crise vivemos todos… em todos os meses que passei em casa, nunca faltou nada aos patudos. Ninguém é obrigado a dar mais do que aquilo que tem, mas todos temos um par de mãos e apenas uma boca.
Se utilizarem as mãos para ajudar e a boca para dar beijocas aos que precisam, estarão a fazer muito mais do que fazem até a data a encher as redes sociais de lixo.
Um dia vou deixar de ver ofensas e ataques gratuitos… espero ter resistência e saúde suficiente para viver até esse dia. Até ao dia em que as pessoas parem para pensar nos próprios actos, ganhem vergonha na cara, e troquem a crítica por trabalho e soluções úteis.
“Um gesto vale mais que mil palavras”… e infelizmente muitos desaparecem quando são convidados a um gesto.
Adopte um preto, um zarolho, um feio… adopte um animal de estimação especial…

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Fotógrafa especializada em gatinhos dá dicas de como retratá-los

A atividade começou como hooby, já que Giane tutelava dois gatinhos(Foto: Giane Portal)
Charmosos, com olhos grandes e pelos lustrosos, os gatos parecem nascer prontos para serem fotografados. Mas não é tão fácil quanto parece.
Cheios de personalidade e ágeis na hora de se esconder, os felinos domésticos podem fazer com que uma sessão de fotos em casa se transforme em um “safári”.
É o que conta a fotógrafa Giane Portal, 36, que se especializou em tirar fotos dos animais há oito anos e leva um estúdio móvel à casa dos clientes.
“Eu tenho que ir atrás deles, quase como um fotógrafo na natureza e só depois faço uma bateria de fotos no estúdio”, contou ela.
Para ajudar no seu trabalho, a fotógrafa de Porto Alegre estudou um pouco de psicologia felina e conta que, para fotografar os animais, o melhor é chegar de mansinho.
“Não adianta chegar fazendo carinho, querendo afofar. O melhor é esperar eles se aproximarem e só quando eles estiverem bem à vontade é que eu começo a montar o equipamento”.
Outra dica é usar os objetos do gato, para que ele se familiarize com o espaço.
“Fora a paciência, também levo uns brinquedinhos, petiscos e uso objetos da própria casa. Por exemplo, coloco a caminha no estúdio até o gato se ambientar”, explicou.
Ela também costuma usar objetos do próprio animal para ele se acostumar com o espaço (Foto: Giane Portal)
Quando os gatos se acostumam com o novo ambiente, Giane conta que eles até “posam” para foto.
“Eles interpretam com atenção. Tem um gato meu que quando ele percebe que eu estou com a câmera voltada para algum outro gato, ele tenta se inserir. Eu brinco que é para aparecer na foto, mas na verdade é para ele entrar no meu campo de visão”, diz.
Mas desde que começou, nem sempre dá tudo certo. Giane contou que os animais podem estranhar seu equipamento, que pode estar com cheiro de outro gato.
“Um cliente tinha cinco gatos. Quando cheguei, um gatinho sociável super fofo se aproximou. Quando ele foi cheirar o equipamento ele ficou arisco e assustou a turma toda”, contou.
Publicitária de formação, Giane começou a tirar fotos dos felinos por acaso, quando comprou uma câmera digital. O aparelho era grande demais para deixar na bolsa e ela começou a usá-la só em casa para tirar fotos de seus dois gatos.
Giane resolveu publicá-las primeiro em um Fotolog e depois em um Flickr, que recebeu o nome deFofuras Felinas e começaram a fazer sucesso na internet:
“Comecei a ter muito retorno das fotos. Muita gente querendo comprá-las para usar em publicidade, calendário”, conta. Muitas de suas fotos vão parar no Japão e na Europa.
Já o trabalho de ir na casa das pessoas começou em 2010.
“Fotografei a gatinha de uma amiga e ela mostrou para criadora e a menina se apaixonou e me chamou para fotografar o gato dela. Esse foi o meu primeiro book e a partir daí eu comecei. Muita gente que tem gato quer um registro”, contou.
Fonte: F5