quarta-feira, 20 de junho de 2012

Museu exibe última foto do cão Hachiko


A tutora Yaeko Ueno, a quarta à direita na primeira fileira, e funcionários da estação de Shibuya rezam pela alma de “Chuken Hachiko” (o leal cão Hachiko), em Tóquio, no dia 8 de Março de 1935. (Foto cedida pelo Shibuya Folk and Literary Shirane Memorial Museum)
Agora, um museu em Tóquio está apresentando a exposição de uma fotografia tirada imediatamente após a morte de Hachiko, em 1935. As informações são do jornal The Asahi Shimbun.
Medindo 12 x 16 centímetros, a fotografia pode ser vista até 22 de julho no Museu Memorial de Literatura, em Shibuya Ward, como parte da “Shin Shuzo Shiryoten” (Exposição de materiais recém armazenados).
Conforme a história conta, o cão, cujo nome era Hachi, esperava o seu tutor Hidesaburo Ueno, professor de agronomia da Universidade de Tóquio, voltar do trabalho todos os dias. Hidesaburo faleceu e o cão continuou a esperá-lo na estação por dez anos após a sua morte.
De acordo com o museu, o ritual diário de Hachiko foi relatado pelo Jornal The Asahi Shimbun nos primeiros anos da década de 30. Conseqüentemente, Hachiko tornou-se sem dúvida o cão mais famoso do Japão.
Na manhã de 8 de março de 1935, Hachiko foi encontrado morto perto da estação de Shibuya. Seu corpo foi levado para a sala de bagagem da estação, que tinha sido um dos seus lugares favoritos. Uma foto do corpo de Hachiko foi logo tirada nesta sala e foi publicada no Jornal Yamato Shimbun no dia seguinte.
A foto mostra não só Hachiko, como também Yaeko, a viúva de Hidesaburo Ueno, e funcionários da estação.
Um dos membros da equipe, Yoshizo Osawa, deu a foto para sua filha mais velha, Nobue Yamauchi, hoje com 78 anos de idade. “Meu pai amava cães”, disse Yamaguchi. “Ele me disse que Hachi ía para a estação todos os dias e que eles dividiam suas marmitas com ele”.
(Foto: Reprodução)
Uma estátua de bronze de Hachiko em frente a estação de Shibuya tornou-se um ponto de encontro para os turistas.
“As pessoas na foto estão orando pelo descanso da alma de Hachi”, disse Keita Matsui, o curador do Museu. “A partir da foto, nós podemos perceber o quanto ele foi amado naqueles dias”.
Fonte: ANDA

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